sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O que é religião e o que são seitas?

É muito comum observar-se estes tipos de discussões.
Podemos observar que dentro das reações humanas, tendemos a valorizar mais aquilo que é nosso. Portanto religião sempre é aquela que detém o poder de uma maioria. E são defendidas sem o livre pensar, sem coesão de idéias. Pode-se até guerrear para ver qual das seitas é realmente religião. E aqueles que saírem vitoriosos destas guerras, demonstrarão com fidelidade à força de suas religiões. Para os perdedores, naquele momento, ficará a alternativa da manutenção de suas seitas, até que em outro momento, fortalecidos, sairão vencedores e com suas religiões agora no poder mental, cultural e dominado as massas daqueles que ainda não possuem nem seitas e nem religiões. Desta forma, poderão mostrar as suas capacidades de convencimento, de quanto próximos de Deus estão e de como apoiados em cima de escritos, de velhos e novos testamentos, podem provar que sua religião é a mais forte, que está mais perto de Deus, que pode mudar a história dos homens, que tem poder e representam justamente à vontade d’Ele.
A implantação de idéias, conceitos no cérebro humano dependem muito de seus catequizadores e educadores.
Conservamos a necessidade de uma figura todo-poderosa que mantivesse o grupo sob certo controle e a vaga foi preenchida com a invenção de um deus. Dessa forma, a influência da figura deus inventada podia funcionar como uma força complementar da influência progressivamente decrescente do chefe do grupo.
A primeira vista, surpreende como a religião tem tido tanto sucesso, mas o seu enorme poder dá-nos apenas a medida da força da nossa tendência biológica fundamental, herdados diretamente dos macacos e símios nossos antepassados, para nos submetermos a um membro do grupo dominador e todo-poderoso. Ainda para Morris (2004, p. 203), por esse motivo a religião tem-se revelado extremamente valioso como mecanismo de coesão social, e é mesmo possível que a nossa espécie não tivesse progredido tanto sem ela, dado o conjunto especial das circunstâncias que acompanharam a nossa evolução.

A fé

Para Droguett apud Wittgenstein (2000, p. 82), quando fala de fé afirma que não se trata de um assunto de experiência, ou seja, de verificação da objetividade do significado: isto não tem sentido religioso.
Droguett ainda afirma que nem o significado externo (objeto) é empírico, nem o interno (conteúdo) é conceitual. Para esse autor, a fé não é um ato (ou estado psíquico) temporal, momentâneo (...), ela se apresenta regulando tudo na vida de uma pessoa. Daí o grau imutável da fé religiosa; arrisca-se por ela o que não se arriscaria por nenhuma outra coisa. A verdade religiosa é veracidade, a vida que impõe os conceitos, a teoria. O crente não é racional, sua fé é uma loucura confessa e assumida.

Um comentário:

  1. Sempre muito polêmico, dinâmico e inteligente. Ponto de vista interessante professor. Abraços

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