A busca de um deus leva o homem a criar ícones, a admirar outros homens como se fossem as suas manifestações. Homens inteligentes e com plenos conhecimentos se identificam como representantes de deus e formalizam atitudes, montam teatros para personificar a imagem de Deus e eles travestidos das mais altas pompas se dignam a mostrar suas beatitudes e a tecerem palavras como se divinos fossem.
Para Platão apud Durant (1942, p. 47),
acredita que sem a crença em Deus nenhuma nação pode ser forte. Uma simples força cósmica, ou primeira causa, ou élan vital, qualquer coisa não dotado de personalidade, não poderia incutir esperança, nem inspirar devoção e sacrifício; seria inapta a confortar os corações sofredores e alentar as almas cheias de tribulações. Mas um Deus vivo pode fazê-lo e ainda servir de freio para os egoístas moderarem sua cobiça e dominarem as próprias paixões.
A sociedade se submete as estas exigências fundada nas suas necessidades, pobrezas e carências. As desigualdades permitem a subordinação, e a educação se atrela a estes modelos, colaborando com medos, e criando moralidades e éticas.
Conforme Durant (1942, p. 47), “Ótimo que a esta crença em Deus se acrescente à crença na imortalidade individual: a esperança de outra vida nos dá coragem de suportar a idéia da nossa morte e da dos seres a quem amamos; e estaremos duplamente armados se combatermos com fé”.
Estas resultantes de fé e imortalidade nos fazem lutar e sobreviver as imposições geradas pelos próprios conflitos não resolvidos fortalecidos pelas covardias humanas e o não querer ver a sua própria realidade de mortal.
Todas as áreas de conhecimentos vêm dos sentidos, havendo a morte, portanto, não haverá mais sentidos. Como o homem pretenderá ainda ter idéias após a morte (Voltaire 1984, p. 74)?
A imaginação humana vai muito longe, imaginemos hoje estarmos no meio de florestas, matas fechadas e com a total ausência da vida urbana. Sem as comodidades que nos rodeiam como internet, tv(s), som, telefones, etc., para nos alimentarmos teríamos que recorrer as benesses fornecidas pela natureza. Caçar, produzir vegetal para nossas necessidades básicas. Além disto, em condições inóspitas aonde qualquer movimentação de cachoeiras, rios e ventos nos conduzissem a condições de medos. Para suprir a estes medos, para buscarmos o sustento e para termos nossas produções alimentares que poderiam a qualquer momento ser destruídas por intempéries, só nos restariam a crença em deuses oriundos destes mundos. Teríamos que nos agarrar a qualquer coisa, e necessariamente formaríamos idéias de que a própria natureza teria que nos resguardar. Os nossos pensamentos seriam vinculados ao mágico.
Em determinado momento caminhando sobre áreas onde encontraríamos ossadas de animais que nunca vimos e sem termos respostas começaríamos a fazer deduções e inventarmos situações que preenchendo o mínimo de nossos conhecimentos estariam ligados ao mundo que conhecemos. Se o animal é grande e possui chifres, com corpos diferentes do que sabemos e possui rabos, porque não dizermos que eram dragões, e a partir daí com nossas deduções, perguntaríamos que o matou. Será que há homens capazes de ter esta força. Iniciamos a definir entidades capazes de nos substituir e ter força suficiente para nos ajudar a eliminar estas coisas do mal. Hoje felizmente sabemos que ossadas de dinossauros são ainda encontradas e que estes animais viveram a milhões de anos e que nunca conjuntamente com o homem, o homem é uma criatura contemporânea ao dinossauro. Sem respostas juntamos os demônios e deuses, algumas como coisas que nos põem medos e outros criamos para nos salvar destes medos. As lendas sobre homens fortes que combatendo dragões conseguiram eliminar estes males que afrontavam ao homem desprotegido. Lendas que faziam parte do cotidiano e se transformavam em coisas que poderiam destruir o homem. Para solucionar os problemas se construíam todas as espécies de rituais e imagens que pudessem ajudar ao homem a se defender.
Nunca, em momento algum, houve contatos com deuses ou Deus, a não ser influenciado pela imaginação humana. Fatos condizem a avaliar que se houvesse existido tais contatos, com certeza Deus não favoreceria determinadas sociedades, mas sim aqueles que em seu nome utilizam a força política e dos mitos para se beneficiarem e manterem seus privilégios. Os mitos criados através dos abstratos e transformados como coisas existentes pelos homens, se estabeleceram de acordo com as vontades daqueles que exercem sobre a sociedade, o poder. A política e religião se tornaram indispensáveis para estas garantias de manipulação.
Para Morris (2004, p.189), em sentido comportamental, as atividades religiosas consistem na reunião de grandes grupos de pessoas que executam longas e repetidas exibições de submissão, no intuito de apaziguar o individuo dominante;
esse indivíduo dominador assume muitas formas nos diferentes tipos de cultura, mas conserva sempre um fator comum: um poder imenso. Às vezes, assume a forma de um animal de outra espécie, ou uma versão mais ou menos idealizada. Outras vezes é retratado como um membro sensato e idoso da nossa própria espécie. Pode ainda tomar um caráter mais abstrato e receber o nome de “o estado”, ou outros equivalentes. As respostas submissas que se lhe oferecem podem consistir em fechar os olhos, abaixar a cabeça, por as mãos em atitudes de súplica, ajoelhar, beijar o solo, ou mesmo chegar à prostração extrema, freqüentemente acompanhada de vocalizações de lamento ou de cânticos. Se esses atos de submissão são bem sucedidos, o individuo dominante acalma-se. Como mantém enormes poderes, as cerimônias de apaziguamento têm de ser praticadas a intervalos regulares e freqüentes, para impedir que o dominador volte a sentir-se irado. Em regra, mas não sempre, o indivíduo dominante é chamado um “deus”.
A necessidade de o Estado criar um sistema opressor ligava-se diretamente ao envolver o cidadão no processo da subordinação, oferecendo a ele a libertação dos jugos, a possibilidade de sobressair daquela situação de dificuldades e nesse momento, o medo estabelecido por forças divinas era a melhor proposta. Assim, o homem precisa de manifestações que se identifiquem com os seus problemas, sejam da ordem que forem.
As relações religiosas possuem padrões que se diferenciam pelas formas utilizadas no processo de dominação, podem ser colocadas à disposição da fé fazendo com que o crente materialize determinadas sensações difundidas como espirituais, ou podem se manifestar através de possessões. O fiel que possui mais conhecimento sobre suas realidades, trabalhos, educação se limita a deter determinada religião como conseqüência da sociedade em que vivem, estruturação da família, a ética, posturas convenientes ao seu meio. Já para o menos erudito, o analfabeto aquele que não detém o poder do conhecimento científico. Para ele as relações de sentir-se possuído são maiores, com isso a dança, os gritos, os sons de instrumentos, garantem a personalização de invocação e ligação com deuses ou espíritos daqueles que morreram em condições boas ou más, determinando o nível de condutas da evolução espiritual. Sendo estas evoluções de acordo com os consentimentos dados pelos deuses ou Deus.
Determinadas pessoas por estarem passando por momentos difíceis, como a falta de recursos financeiros, problemas de doenças incuráveis ou problemas psicológicos sem soluções imediatas se ligam a movimentos revivalistas.
William Sargant (2003), enfatiza que inúmeras pessoas podiam ser persuadidas por “revivalistas” a acreditarem que teriam a salvação, se defendessem interesses divinos.
O fortalecimento de determinadas crenças foi estabelecido em tempos remotos, quando as orgias das danças tribais faziam com que os homens, em seus entendimentos, estivessem vinculados com deuses, práticas comuns nos dias atuais.
Sob estes efeitos o Estado se apropria das crenças populares e atua como manipulador, sendo eles uns das estruturas de dominação, havendo a necessidade da vinculação com mitos, caso contrário, torna-se um estado fraco, já que o povo é dominado com forças abstratas. O concreto, não é motivado pelas políticas adotadas e a visão cientifica é renegada pela maioria. O povo sem opções subjuga-se a conceitos e éticas sociais, ficando a mercê de esclarecimentos que colocam em jogo as ideologias existentes.
As formações do homem no processo evolutivo mostram que da bactéria, do vírus, da metamorfose natural de alguma coisa, há ou haverá um ser desenvolvido (sobre o ponto de vista do desenvolvimento atual do homem) em determinado período. Este desenvolvimento se deu em milhões de anos sobre o desenvolvimento dos animais, dos vegetais e da estruturação do próprio planeta. O homem animal é racional dentro da lógica imposta pela sociedade ou em determinados momentos exerce condições de irracionalidade?
As racionalidades compreendem certas lógicas identificáveis na ampliação do conhecimento. Que pode ser observável nas limitações impostas pelos aparelhos ideológicos do Estado ou da religião. Codificadas através das constituições legalizadas por grupos dominantes que mantém seus interesses e com aprovação da sociedade. Com o estabelecimento de regras, definições de modelos estruturais passando a determinar os novos rumos e supostamente nascem as interações ditas democráticas.
Deuses surgem para fortalecer quem domina de acordo com o Velho Testamento ele é aquele que penaliza se suas ordens não forem cumpridas, e, Moisés tem a incumbência de criar o monoteísmo. De fortalecer a sua imagem junto ao povo, e excluir aqueles que não o seguirem.
Estes excluídos proliferam no mundo atual, são os pobres, e em um mundo globalizado, as diferenças raciais, etnias que divergem dos que tem o poder, religiões são criadas a cada instante, basta haver desavenças entre seus líderes. O mundo se divide entre ocidentais e orientais, cada um por sua vez tentando manter o domínio sobre o outro. E as idéias de buscarem-se as igualdades são vista como paliativas ou concretas não neste mundo, mas principalmente no após morte. Possibilidades de chegarem à riqueza de acordo com seus merecimentos e sofrimentos adquiridos nesta vida, podendo cobrá-las de Deus na vida eterna. As riquezas concentradas nas mãos de uma minoria fortalecem o crescimento de religiões ou instituições de dominação, colocadas à vontade de Deus.
Deus continua a punir aqueles que não acreditam nele e em seus livros que se tornaram sagrados pelos homens para dominar os próprios homens.
As crenças na Bíblia , no Alcorão , nos Dez mandamentos, na Tora, no Budismo, nos mantras, no Xintoísmo e em todos os “ismos” continuam existindo apesar do crescimento tecnológico e da afirmação do conhecimento. O homem continua a criar mitos, mesmo tendo clareza de sua história. O analfabetismo, a falta de investimentos em educação, ou mesmo a necessidade de alguns políticos e religiosos se manterem no poder regional ou mundial mantém em pleno século XXI os mitos.
Determinadas sociedades ficam vulneráveis diante da maioria que são de excluídos. Também homens continuam gerando idéias com a única proposta de manterem Deus, como um alicerce à manutenção de suas prosperidades.
Deus foi criado como uma forma de punição e dominação, gerando o medo entre seus crentes. Uma sociedade justa e sem mitos, sem a dependência religiosa seria impossível existir diante das necessidades que os homens têm da convivência com mitos. Enquanto houver desigualdades e injustiças sociais, deuses serão criados para atenuar as desgraças da sociedade.
Pelas pesquisas mais recentes temos achados arqueológicos provando que o homem já estava estruturado nos moldes físicos dos atuais a sete milhões de anos. O indiscutível é que há adaptações aos diversos meios ambientais, estão no processo de evolução das espécies, de acordo com Darwin (1859) com a Origem das Espécies que enfatiza o processo de seleção natural. Onde estas alterações fisiológicas se dão a partir das transformações e necessidades alimentares, de produção, do ar, das condições climáticas e outros fatores externos ligados também à evolução do planeta.
Aristóteles estruturara o mundo das formas – portanto, o real, se modelando sobre as primeiras relações científicas, dizia ele (apud Durant, 1942, p. 86),
“Que a inteligência progrediu em correlação com a complexidade de estrutura e mobilidade de formas”, “que houve uma crescente especialização de funções e uma contínua centralização de direção fisiológica” e ainda que, “Paulatinamente a vida criou para si um sistema nervoso e um cérebro; e o espírito resolutamente empreendeu dominar o meio ambiente”.
Nada mais claro do que transformações que o homem está fazendo hoje no planeta, a tal ponto que estas alterações infligem moléstias ou alterações genéticas gerando formas modificadas nesta corrente evolutiva, não percebidas por nós hoje, mas identificáveis através dos tempos de acordo com a sistemática evolução. Os descontroles da reprodução humana, para Morris (2004, p.258) a população do planeta no fim do século XVII era 500 milhões em 1967 estava na casa de 3 bilhões, atualmente estamos com 6.500.000 (seis bilhões e meio). Estaremos em breve ultrapassando as possibilidades naturais de suporte da natureza.
Mas voltemos ao ponto das construções e evoluções do homem, tendo na sua base a cultura, principalmente de cunhos religiosos, políticos e com muita determinação, os econômicos, se subordinaram e subordinam todas as relações de produção, de acordo com os tempos. Um exemplo disso foi durante os Impérios da antiguidade que necessitavam de mão-de-obra escrava, influenciando diretamente a reprodução humana.
Também durante o feudalismo e no mesmo período a Expansão Árabe que no primeiro caso, tinha a necessidade de mão-de-obra servil e ao seu lado a igreja mantinha o maior poder de dominação, já que a mentalidade humana estava totalmente subjugada às suas vontades. No segundo caso, tínhamos a expansão como fator de necessidade humana, para poder colocar em prática o Islamismo e as guerras expansionistas.
Os ditados mais freqüentes entre os homens eram, criai-vos e reproduzi-vos, tendo como fonte de inspiração, a Bíblia, criada por homens que precisavam de mão-de-obra para combates, escravos ou servos. O Novo Testamento oferece muitas frases que se preocupam com a reprodução humana em larga escala, já que estes seres poderão trabalhar nos campos em nome do senhor, ceifar a terra em nome do senhor, ir à guerra em nome do senhor, sem estes perceberem que estavam sendo influenciados pelo “Senhor Feudal”.
A cultura manifestada naquele momento, era de reconciliação com Deus e aqueles que não praticavam o cristianismo, de acordo com a vontade da Igreja, eram afetados pela peste. Não conseguiam avaliar que a transmissão se dava pela falta de higiene e sua proliferação estava vinculada aos ratos. Vemos que a falta de educação da população, alicerçada a um analfabetismo e ainda sob o domínio da própria igreja, ficava completamente a mercê desta.
É muito comum que ainda hoje, igrejas, na sua total ignorância, utilizem termos deste tipo, valorizando o senhor feudal, demonstrando aos seus seguidores, que a utilização da palavra “Senhor”, está vinculada aos seus deuses das mais diversas formas.
Na Revolução Industrial a proliferação humana foi ainda mais violenta, gerando quantidades maiores de consumidores e trabalhadores dentro das fábricas. E as estruturas ideológicas tinham que avaliar esta situação, impondo ao homem mais informações que os estruturassem para a procriação, sem necessariamente sentirem por que estavam tendo filhos.
Karl Marx (1818-1883), em sua idéia de superestrutura e da infraestrutura, a exploração da produção e mão-de-obra, acreditava que se acabasse a exploração, acabaria a dominação religiosa, portanto o problema está na infra-estrutura.
Nas regiões do Novo Mundo e Novíssimo Mundo, também não foi diferente, porque na medida em que tinham de produzir monoculturas para as Metrópoles desde a descoberta até a independência estavam sob controles dos capitães hereditários, das nobrezas e dos jesuítas através de suas catequizações que se alojavam em suas terras. Após as independências, com o nascimento de novos poderes entre eles os poderes de determinados grupos subordinados à economia inglesa, onde os próprios latifundiários necessitados de mão-de-obra ou controladores de suas propriedades viam, na procriação, a única forma de manter seus poderes sobre todos e as terras das quais eram proprietários.
Ficam aqui as perguntas: A quem as estruturas eclesiásticas defendem? A quem os governos dominados por outras potências defendem? A quem os dominadores defendem além de suas próprias economias? Ao planeta? Ao homem? Aos seus deuses? Ou nada mais do que seus próprios egoísmos?
Tantos fatores desmedidos, que geram na sua própria existência, transformações genéticas capazes de os levarem, em determinados momentos, a praticar selvagerias, protecionismos e destruição. Tudo nas mais insensatas formas de ideologias, de acordo com suas vontades e na total inexistência de Deus.
A educação na Idade Média, a partir do momento que passa a receber investimentos, esses tem sua origem e controle dentro dos seminários e os poderes eclesiásticos mantêm um rigoroso controle, criando e interpretando livros que se tornarão sagrados.
Segundo Durant (1942, p. 64), “(...) é possível que a longa duração da igreja fosse devida às condições agrícolas da Europa; uma população de lavradores é inclinada á crença o sobrenatural pela sua dependência completa do capricho dos elementos e pela incapacidade de dominar a natureza, incapacidade que sempre arrasta ao medo e, por meio deste, á adoração (...)”.
Faz-se das escolas, uma continuidade das Igrejas e hoje ainda temos várias organizações educacionais submetidas a elas, estando seus profissionais cercados por pressões que os impedem de passar a real educação científica e libertadora.
Nas escolas de Ensino Fundamental e Médio, ainda é obrigatória a disciplina de Ensino Religioso e claro, os professores trabalham explorando o aluno no conhecimento do cristianismo, sem se preocupar em passar o conhecimento da História das Religiões. Também é comum em algumas, as aberturas semanais ou diariamente, as orações e louvações, como se a escola fosse um complemento da igreja, com rituais místicos, esquecendo-se que seu fundamento básico é o mundo científico com uma educação livre e independente. Sabemos que esta independência atrela-se a política, por isso o aluno deve pensar e refletir sobre várias idéias que lhe são passadas. Os profissionais da área não devem submeter os seus julgamentos como verdadeiros e sim estabelecer as possibilidades da crítica. Sempre cuidando as informações, já que representa a política dos dominantes.
Desde o nascimento até a morte, o homem é manipulado, já que as maiorias das informações e opiniões são firmemente implantadas em seu cérebro em tenra idade e não podem livrar-se delas, por meios de simples argumentações. Daí a necessidade de se fundamentar nas novas informações científicas, que o levarão a corrigir seus novos percursos.
Professor
ResponderExcluirEu poderia permanecer na zona de conforto da ignorância, fui substituir professor de história agora me sinto obrigada a tomar um posicionamento...
Por que não consigo viver como muitas pessoas que me rodeiam, por quê as futilidades não me satisfazem???
Prof. Vera (Legislação)
Existem pessoas que nascem com potencialidades aquem, outras além. As que nascem além devem então procurar expor suas idéias de forma a tirar da letargia parte da sociedade na qual convivem. Procurando criar um mundo de igualdade, só conquistada com muito bom senso.
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